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Como se preparar com segurança para atividades de aventura

A busca por jornadas emocionantes, como voos de balão, atrai cada vez mais pessoas que desejam explorar o mundo de uma maneira única e memorável. Contudo, com a emoção das atividades ao ar livre também vêm os riscos e imprevistos. Recentemente, acidentes envolvendo voos de balão no Brasil trouxeram à tona a importância de se preparar adequadamente para garantir a segurança e o bem-estar durante essas experiências.

Nas atividades de aventura, a segurança está ligada às escolhas e prevenção de incidentes ou acidentes tanto por parte dos visitantes quanto das operadoras e líderes de aventura.

Ao optar por atividades de aventura ao ar livre, o turista pode checar informações e outros procedimentos desde a contratação até durante o passeio. Estratégias como fazer um checklist de segurança, conhecer pontos importantes de prevenção, a relevância do seguro e a importância de estar amparado em um Sistema de Gestão de Segurança (SGS) para o correto gerenciamento de riscos, proporcionam uma preparação completa para suas aventuras. Já as operadoras possuem a responsabilidade de exercer o SGS em todos seus estágios, desde planejamento, equipamentos, treinamento, informação, venda, execução e inclusive atendimento pós-experiência, aperfeiçoando processos. Vamos conhecer algumas dicas importantes para os envolvidos:

O que um turista de aventura deve considerar antes da experiência

Antes de embarcar em qualquer jornada, é fundamental elaborar um checklist de segurança. Aqui estão alguns itens essenciais a serem considerados:

  1. Instruções: certifique-se de ter orientações adequadas sobre segurança e procedimentos de emergência, especialmente se for inexperiente.
  2. Equipamento de Segurança: verifique se todo o equipamento de proteção está em boas condições. Existem itens pessoais necessários e equipamentos fornecidos pelo operador, em caso de você contratar profissionais para o acompanhamento. Confira ambos.
  3. Avaliação do Tempo: consulte a previsão meteorológica para o dia da sua atividade. Ventos fortes, chuvas ou tempestades podem comprometer a segurança.
  4. Localização e Itinerário: compartilhe seu roteiro com alguém que não participe da aventura. Inclua informações sobre o local de partida e retorno, bem como horários estimados.
  5. Kit de primeiros socorros: um estojo de primeiros socorros deve estar sempre à mão, contendo itens básicos como curativos, antissépticos e medicamentos para emergências.
  6. Contatos de emergência: tenha sempre em mãos os números de emergência locais, hospitais e serviços de socorro mais próximos. Tenha informações sobre um plano de comunicação, evacuação e remoção em caso de necessidade.

Dicas de prevenção que podem ajudar a minimizar riscos em atividades de aventura:

  1. Escolha de operadores certificados: opte por empresas de turismo que tenham boa reputação e que sejam credenciadas por órgãos competentes. Isso garante que você esteja em boas mãos.
  2. Respeito às orientações: siga sempre as diretrizes dos instrutores e guias. Eles possuem experiência e conhecimento sobre as melhores práticas para garantir uma aventura segura.
  3. Preparação mental: esteja psicologicamente preparado para situações inesperadas. Pratique a calma e mantenha uma atitude positiva, mesmo diante de imprevistos.
  4. Contratar um seguro: é uma das melhores formas de proteção durante as aventuras. Uma boa apólice oferece:
    • Cobertura em caso de acidentes: em situações de emergência, o seguro ajuda a cobrir despesas médicas e hospitalares.
    • Cobertura em caso de morte acidental ou invalidez: uma proteção adequada para indenização em caso de fatalidades ou mesmo uma invalidez permanente por acidente é essencial para a segurança financeira familiar e individual após eventos traumáticos.
    Tranquilidade: saber que você está protegido permite que aproveite a experiência com mais calma, sem se preocupar excessivamente com o que pode dar errado, embora o risco faça parte de todas as atividades e não deva ser ignorado.

Operadoras de turismo devem possuir um Sistema de Gestão de Segurança

Além de todas as medidas mencionadas, um Sistema de Gestão de Segurança (SGS) é fundamental para um correto gerenciamento de riscos em atividades de aventura. Ao contratar profissionais, tenha em mente o que um SGS eficaz inclui:

    1. Identificação de perigos: um SGS permite que as empresas identifiquem e avaliem os riscos associados a cada atividade, garantindo que medidas adequadas sejam tomadas para mitigá-los.O visitante deve sempre ser informado dos riscos para se preparar da melhor forma ou até declinar de sua escolha.
    2. Treinamento contínuo: com um SGS, a formação e a capacitação dos colaboradores são constantes, assegurando que todos estejam sempre atualizados sobre as melhores práticas de segurança. Procure profissionais que apresentem aperfeiçoamentos constantes.
    3. Protocolos de emergência: um SGS estabelece procedimentos claros para situações críticas, garantindo que todos saibam como agir rapidamente em caso de incidentes.
    4. Monitoramento e avaliação: Através do SGS, é possível acompanhar e analisar constantemente a eficácia das práticas de segurança, ajustando-as conforme necessário para melhorar continuamente.

A preparação para imprevistos em roteiros de aventura é essencial para garantir uma experiência segura e agradável. Ao seguir um checklist de segurança, adotar dicas de prevenção, contratar um seguro adequado e estar amparado com um Sistema de Gestão de Segurança, você estará mais preparado para enfrentar qualquer desafio que surgir pelo caminho. Lembre-se de que a segurança deve ser sempre a prioridade, permitindo que você desfrute plenamente das maravilhas que a aventura tem a oferecer.

Boas aventuras e até a próxima trilha!

O conteúdo dos textos assinados por articulistas do Blog Abeta são de responsabilidade do autor e não expressam a opinião ou posicionamento da entidade.

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Everton Alves

CEO Roca Seguros, engenheiro civil especialista em Sistema de Gestão de Segurança no turismo de aventura, advogado especializado em Direito do Seguro, Direito Digital e Direito Desportivo, Presidente Associação Catarinense de Escalada e Montanhismo (Acem), Diretor Jurídico da Federação Catarinense de Montanhismo e Escalada de Santa Catarina (Femesc), escalador e montanhista há 30 anos.