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Caravana ABETA: mais de 16 mil km pelo turismo de aventura brasileiro

Em poucos meses de 2026, a Caravana ABETA já percorreu mais de 16 mil quilômetros pelo Brasil. No estado de São Paulo, a capital, São Paulo, e Brotas; em Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Bonito, Corumbá e Costa Rica; em Mato Grosso, Cuiabá e Barra do Garças; no Rio de Janeiro, a capital, Rio de Janeiro, e Ipiabas; e, no Amazonas, Manaus, Novo Airão e Presidente Figueiredo entraram no caminho, levando a equipe da Associação para perto de quem trabalha diariamente com turismo de aventura, ecoturismo e vida ao ar livre. Entre uma parada e outra, acontecem cursos, palestras, reuniões, visitas técnicas e, principalmente, conversas com associados e profissionais que ajudam a construir o setor em diferentes partes do país.

E de onde surgiu essa ideia? A Caravana veio da vontade de diminuir distâncias, ainda que isso seja impossível literalmente. A iniciativa foi criada em 2020, depois de uma edição do ABETA Summit, com o intuito de levar a presença institucional e técnica da Associação a diferentes destinos brasileiros para conhecer operações, ouvir associados, conversar com gestores públicos e profissionais locais e promover ações de capacitação.

Vale ressaltar que rodamos a parte terrestre desses quilômetros a base do etanol: um combustível orgânico, menos poluente e fruto da agricultura brasileira.

Ao mesmo tempo em que a ABETA compartilha conhecimento acumulado em mais de duas décadas de atuação, encontra na estrada experiências, demandas e práticas que ajudam a compreender como o turismo de natureza brasileiro está se desenvolvendo. E essa troca ajuda a contar uma história maior, que começou muito antes da primeira Caravana pegar a estrada…

Associativismo: quando fazer junto amplia o alcance

A ABETA nasceu em 2004 a partir da união de empresários que decidiram trabalhar coletivamente pelo desenvolvimento do Ecoturismo e do Turismo de Aventura no Brasil. Hoje, reúne mais de 130 empresas e tem representação em 19 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Essa forma de organização tem nome, sabia? O associativismo, segundo o Sebrae, parte da reunião voluntária de pessoas ou empresas em torno de necessidades e interesses comuns, permitindo articular esforços e alcançar objetivos que, individualmente, seriam mais difíceis de atingir.

Na prática, fazer parte de uma associação pode ampliar a representação de um setor, favorecer a troca de experiências e conhecimento, aproximar empresas, criar oportunidades de capacitação e abrir espaço para parcerias. Na ABETA, a cooperação aparece entre os nossos próprios valores, ao lado da segurança, do profissionalismo e do conhecimento.

É nesse ponto que surge uma pergunta interessante: o que faz da ABETA diferente de outras associações?

 Quando a associação vai ao encontro dos associados

Uma associação de alcance nacional poderia concentrar boa parte de sua atuação a partir de uma sede. Com a Caravana ABETA, acontece também o caminho inverso: a equipe executiva e especialistas convidados se deslocam para conhecer de perto empresas, operações e destinos.

Os associados podem receber a Caravana, apresentar seu trabalho e participar das visitas técnicas, encontros institucionais, palestras e atividades de relacionamento. Dependendo da programação de cada parada, a participação se amplia para empresários, gestores públicos, operadores, guias, condutores, representantes de entidades, estudantes e outros integrantes do turismo regional.

Isso permite que uma visita a uma empresa vá além… Uma conversa pode dar luz a uma dor compartilhada por outros associados; uma boa prática encontrada durante uma operação pode alimentar discussões futuras; uma reunião com gestores públicos pode aproximar diferentes atores de uma mesma cadeia. Aos poucos, aquilo que cada integrante da rede aprendeu trabalhando ganha a possibilidade de circular.

Para uma associação que tem entre seus objetivos representar os associados, qualificar o setor, desenvolver boas práticas, criar parcerias e fomentar conhecimento sobre Ecoturismo e Turismo de Aventura, estar presente onde essas atividades acontecem também é uma maneira de cumprir sua missão.

A Caravana ABETA continua

A próxima viagem segue em direção a Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda em agosto. E o plano para os próximos anos é fazer a estrada crescer: consolidar a Caravana como uma ponte permanente entre a Associação e diferentes partes do Brasil, aumentando a presença da ABETA especialmente onde sua rede de associados ainda é menor.

Se o associativismo nasce da decisão de reunir forças em torno de interesses comuns, a Caravana acrescenta movimento a essa ideia. Em vez de uma rede formada apenas por nomes espalhados em um mapa, cria oportunidades para que essas pontas se encontrem, conversem e aprendam umas com as outras.

Será que aí está uma das respostas para a pergunta sobre o que diferencia a ABETA? Talvez. Afinal, faz sentido para uma associação brasileira que é dedicada à vida ao ar livre, também ela, sair, circular, encontrar gente e conhecer de perto o Brasil onde o turismo de aventura acontece, você não acha?

Se concorda, conta pra gente por onde mais a caravana deveria passar!

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam a opinião da ABETA. Direitos reservados. Para reproduzir é necessário citar a fonte.

Barbara Ataide
Barbara Ataide

Barbara Ataide é jornalista, estrategista de comunicação e fundadora da Agência Lunga. Com mais de 15 anos de experiência, desenvolve estratégias e conteúdos para iniciativas ligadas à cultura brasileira, ao turismo responsável e ao impacto socioambiental. Movida pela curiosidade de entender quem está por trás de cada causa, transforma histórias, projetos e ideias em narrativas sensíveis, consistentes e capazes de dialogar com diferentes públicos. É especialista em Comunicação Empresarial e Marketing e atualmente cursa Escritas Performáticas pela PUC-Rio, ampliando sua pesquisa sobre escrita e linguagem.